Mais um 25 de Abril passado e este comum slogan bastante importante: FMI fora de Portugal pois vai contra os ideais de Abril. Quando uma pessoa, empresa, ou Estado pede ajuda externa, não está a ir contra valores e conquistas de Abril, está sim a reconhecer que erros passados e presentes não conseguem ser simplesmente corrigidos com a actual situação económico-financeira vivida em Portugal.
José Sócrates errou bastante no seu segundo mandato, em primeiro lugar convencido que mais obras públicas iriam aumentar a produtividade e a economia nacional - como o caso do TGV -, a simples recusa em pedir ajuda fez com que chegássemos a um ponto sem retorno em que a única opção seria bater à porta do FMI e pedir um empréstimo. Mas, não pense a oposição que a culpa morre solteira ou só nas mãos de um único partido. Estamos a sofrer as consequências do último mandato de Guterres, os erros e a fuga de Durão Barroso para os seus anos de ouro em Bruxelas e de uma luta constante por um deficit abaixo dos 3% conseguido por José Sócrates no final do 1º mandato.
Para quem dizia que o PEC IV era mau e só iria prejudicar os portugueses, o que dizer do PEC negociado com a equipa do FMI? Será que não valia mais a pena fechar a boca e ajudar um governo, que mesmo em minoria estava a fazer com que a espada forte e longa do FMI não chegasse a Portugal da mesma maneira como chegou à Grécia e à Irlanda?
Com o 25 de Abril chega o 1º de Maio, altura em que as centrais sindicais, separadas, fazem as suas manifestações contra as regras laborais e o estado do trabalho em Portugal.
Portugal continua a ser um País em que as cunhas, a graxa e as prendas são mais importantes do que a produtividade, e as características do trabalhador como a assiduidade, lealdade, polivalência e inteligência.
Portanto seria contra isto e favor dos últimos que os trabalhadores deveriam se manifestar, bem como os 5% que os sindicatos retiram todos os meses dos ordenados destes, pois ou estás com eles ou contra eles. Esta é a lógica de pensamento em Portugal e dos nossos sindicatos.
Decisão final vou votar em José Sócrates e fazer campanha por ele. Ele pode ser mau, mas de momento é o único que sei o que me vai dar, enquanto outros só conversa e sorriso Colgate não chega.
A força que nos faz viver, trabalhar, amar, fazer os possíveis e os impossíveis...........
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
FMI
Uma equipa do Fundo Monetário Internacional, começa amanhã a auditar as contas nacionais, para saber ao certo quanto terá que emprestar a Portugal nos próximos tempos. Utilizando, mais ou menos, as palavras da ministra alemã, primeiro analisámos as contas para sabermos ao certo ao que contar. Medida mais que correcta e acertada. Mas isto acarreta certas indecisões sobre a nossa vida e o nosso estilo de vida.
Como empregado de mesa aprendi a ver o estado do País pelos meus clientes, pelo seu comportamento, pela maneira como me tratavam e como pagavam e o que deixavam de gorjeta. Vejamos a situação actual do País, através deste ponto de vista: ao longo destes últimos seis meses, para além das alturas festivas e eventos como restaurante week, o número de clientes nacionais, progressivamente, tem vindo a aumentar no restaurante onde trabalho, estes, na faixa etária dos 20-30 anos comporta-se como se não existisse amanhã, sem preocupações com o país e com os seus cidadãos. Estes clientes não tem conhecimento sobre o que pedem, sobre o que estão a comer, a maior parte só utiliza estes espaços como meio de contacto social. Gorjetas? nada!!! A seguir temos a faixa etária mais interessante 30-50. Estes, com conhecimento, cresceram a brincar na rua, com contacto físico com outras pessoas e utilizam os restaurantes como meio de conhecimento novos pratos e novos vinhos. São conhecedores, tratam com respeito quem os atende e deixam, quase sempre boas gorjetas. Aqueles, que neste grupo se afastam deste padrão, são os conhecidos como novos-ricos, elementos da nossa sociedade, que a meio do seu crescimento são surpreendidos com grandes quantias de dinheiro e que não sabem o que fazer senão dar cabo da cabeça aos empregados, com perguntas estúpidas. Um exemplo: esta semana recebi um e-mail de um cliente, desesperado, porque tinha adorado o nosso menu do Lisbon Restaurant Week e que gostaria de fazer uma reserva, mas só tinha um problema que não sabia como resolver. Advinham qual? É que ele não sabia como fazer a reserva. Pois! A minha resposta foi através do mesmo meio que nos contactou anteriormente.
Por último, a faixa dos 50-70, é minha predilecta. Conhecedora, inteligente, capaz de se deslumbrar até com uma saudação simples, simpática, simples e gastadora.
Análise dos meios de pagamento: a data em que os portugueses passavam do MB ou dinheiro para crédito situava-se ao dia 10 e 12 de cada mês, agora estica-se até ao dia 15 a 18 de cada mês. Cenários possíveis: os portugueses aprenderam a poupar; estão a ganhar mais; ou, estão a gastar menos em algumas coisas e mais noutras.
Mas, e isto é uma conclusão um tanto precipitada pois a cama chama, os mais novos, mesmo os da geração à rasca, não se preocupam com o amanhã. Vivem em casa dos pais o tempo que for necessário, e tudo aquilo que ganham, gastam neles próprios e na sua vida social. As gerações seguintes, esforçam-se para pagar as contas, mas tentam manter um pouco de vida social para as suas vidas não ser uma luta constante de casa-trabalho-casa.
Para terminar, as gorjetas diminuem de quinzena em quinzena, mas ainda bem que temos clientes estrangeiros, pois alguns deles, deixam mesmo 10%.
Até lá...................
Como empregado de mesa aprendi a ver o estado do País pelos meus clientes, pelo seu comportamento, pela maneira como me tratavam e como pagavam e o que deixavam de gorjeta. Vejamos a situação actual do País, através deste ponto de vista: ao longo destes últimos seis meses, para além das alturas festivas e eventos como restaurante week, o número de clientes nacionais, progressivamente, tem vindo a aumentar no restaurante onde trabalho, estes, na faixa etária dos 20-30 anos comporta-se como se não existisse amanhã, sem preocupações com o país e com os seus cidadãos. Estes clientes não tem conhecimento sobre o que pedem, sobre o que estão a comer, a maior parte só utiliza estes espaços como meio de contacto social. Gorjetas? nada!!! A seguir temos a faixa etária mais interessante 30-50. Estes, com conhecimento, cresceram a brincar na rua, com contacto físico com outras pessoas e utilizam os restaurantes como meio de conhecimento novos pratos e novos vinhos. São conhecedores, tratam com respeito quem os atende e deixam, quase sempre boas gorjetas. Aqueles, que neste grupo se afastam deste padrão, são os conhecidos como novos-ricos, elementos da nossa sociedade, que a meio do seu crescimento são surpreendidos com grandes quantias de dinheiro e que não sabem o que fazer senão dar cabo da cabeça aos empregados, com perguntas estúpidas. Um exemplo: esta semana recebi um e-mail de um cliente, desesperado, porque tinha adorado o nosso menu do Lisbon Restaurant Week e que gostaria de fazer uma reserva, mas só tinha um problema que não sabia como resolver. Advinham qual? É que ele não sabia como fazer a reserva. Pois! A minha resposta foi através do mesmo meio que nos contactou anteriormente.
Por último, a faixa dos 50-70, é minha predilecta. Conhecedora, inteligente, capaz de se deslumbrar até com uma saudação simples, simpática, simples e gastadora.
Análise dos meios de pagamento: a data em que os portugueses passavam do MB ou dinheiro para crédito situava-se ao dia 10 e 12 de cada mês, agora estica-se até ao dia 15 a 18 de cada mês. Cenários possíveis: os portugueses aprenderam a poupar; estão a ganhar mais; ou, estão a gastar menos em algumas coisas e mais noutras.
Mas, e isto é uma conclusão um tanto precipitada pois a cama chama, os mais novos, mesmo os da geração à rasca, não se preocupam com o amanhã. Vivem em casa dos pais o tempo que for necessário, e tudo aquilo que ganham, gastam neles próprios e na sua vida social. As gerações seguintes, esforçam-se para pagar as contas, mas tentam manter um pouco de vida social para as suas vidas não ser uma luta constante de casa-trabalho-casa.
Para terminar, as gorjetas diminuem de quinzena em quinzena, mas ainda bem que temos clientes estrangeiros, pois alguns deles, deixam mesmo 10%.
Até lá...................
quarta-feira, 6 de abril de 2011
cada vez mais cansado....
a semana vai a meio e não há meio de ultrapassar o record... parece cada vez mais complicado. já agora uma inconfidência e para ver como anda o país, no restaurante o nosso sistema de reservas pode ser pessoalmente no ADLIB, através do telefone ou através da web e e-mail. Assim sendo, ontem recebemos um mail de um cliente a perguntar como poderia reservar uma mesa para o restaurante. Resposta pronta e rápida: através do mesml mail que utilizou para perguntar.
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