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quinta-feira, 28 de abril de 2011

25 de Abril, 1 de Maio, FMI e Portugal na bancarrota

Mais um 25 de Abril passado e este comum slogan bastante importante: FMI fora de Portugal pois vai contra os ideais de Abril. Quando uma pessoa, empresa, ou Estado pede ajuda externa, não está a ir contra valores e conquistas de Abril, está sim a reconhecer que erros passados e presentes não conseguem ser simplesmente corrigidos com a actual situação económico-financeira vivida em Portugal.
José Sócrates errou bastante no seu segundo mandato, em primeiro lugar convencido que mais obras públicas iriam aumentar a produtividade e a economia nacional - como o caso do TGV -, a simples recusa em pedir ajuda fez com que chegássemos a um ponto sem retorno em que a única opção seria bater à porta do FMI e pedir um empréstimo. Mas, não pense a oposição que a culpa morre solteira ou só nas mãos de um único partido. Estamos a sofrer as consequências do último mandato de Guterres, os erros e a fuga de Durão Barroso para os seus anos de ouro em Bruxelas e de uma luta constante por um deficit abaixo dos 3% conseguido por José Sócrates no final do 1º mandato.
Para quem dizia que o PEC IV era mau e só iria prejudicar os portugueses, o que dizer do PEC negociado com a equipa do FMI? Será que não valia mais a pena fechar a boca e ajudar um governo, que mesmo em minoria estava a fazer com que a espada forte e longa do FMI não chegasse a Portugal da mesma maneira como chegou à Grécia e à Irlanda?
Com o 25 de Abril chega o 1º de Maio, altura em que as centrais sindicais, separadas, fazem as suas manifestações contra as regras laborais e o estado do trabalho em Portugal.
Portugal continua a ser um País em que as cunhas, a graxa e as prendas são mais importantes do que a produtividade, e as características do trabalhador como a assiduidade, lealdade, polivalência e inteligência.
Portanto seria contra isto e favor dos últimos que os trabalhadores deveriam se manifestar, bem como os 5% que os sindicatos retiram todos os meses dos ordenados destes, pois ou estás com eles ou contra eles. Esta é a lógica de pensamento em Portugal e dos nossos sindicatos.
Decisão final vou votar em José Sócrates e fazer campanha por ele. Ele pode ser mau, mas de momento é o único que sei o que me vai dar, enquanto outros só conversa e sorriso Colgate não chega.

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